018_ROUE_DE_L_EXISTENCE
O Bhavacakra
Comprendre l'Existence
A Roda da Existência é uma das representações mais célebres da arte budista.
Termos
Sânscrito : Bhavacakra (भवचक्र)
Páli : Bhavacakka
Etimologia
A palavra Bhavacakra é composta por :
— Bhava : existência, devir ;
— Cakra : roda.
O termo significa :
« Roda da Existência »
ou
« Roda do Devir ».
Esta representação simbólica ilustra a maneira como os seres permanecem presos no ciclo do Saṃsāra.
Traduções nas grandes línguas do budismo
Sânscrito : Bhavacakra
Páli : Bhavacakka
Chinês : 有輪 / 生死輪 (Shēngsǐlún)
Tibetano : སྲིད་པའི་འཁོར་ལོ་ (Sipé Khorlo)
Japonês : 生死輪 (Shōjirin)
Coreano : 생사륜 (Saengsaryun)
Vietnamita : Bánh Xe Luân Hồi
Tailandês : วงล้อแห่งสังสารวัฏ
Inglês : Wheel of Life
Francês : Roda da Existência
Definição
A Roda da Existência é uma das representações mais célebres da arte budista.
Ela ilustra :
— o ciclo do Saṃsāra ;
— as causas do sofrimento ;
— os mecanismos do renascimento ;
— a possibilidade da libertação.
Nos mosteiros tibetanos, ela é frequentemente pintada à entrada dos templos para recordar a condição humana e o caminho para o Despertar.
Estrutura geral da Roda
A Roda possui vários círculos concêntricos.
Cada círculo revela um aspeto da existência condicionada.
No centro :
os três venenos.
Ao redor :
os diferentes estados de existência.
Depois :
os doze elos da causalidade.
O conjunto é mantido por Yama, o senhor da impermanência.
O centro da Roda
OS TRÊS VENENOS
O porco
A ignorância.
A serpente
O ódio e a aversão.
O galo
O apego e o desejo.
Essas três forças alimentam o ciclo do Saṃsāra.
Os seis domínios de existência
O MUNDO DOS DEUSES
Prazeres e conforto.
O MUNDO DOS SEMI-DEUSES
Competição e ciúme.
O MUNDO HUMANO
Equilíbrio propício à prática espiritual.
O MUNDO ANIMAL
Instinto e ignorância.
O MUNDO DOS ESPÍRITOS FAMINTOS
Desejos sem fim.
O MUNDO DOS INFERNOS
Sofrimentos intensos.
Esses domínios podem ser compreendidos como renascimentos ou como estados psicológicos.
Os doze elos da Originação Dependente
A borda exterior representa os doze elos que explicam como o sofrimento se perpetua.
Eles começam por :
a ignorância,
e conduzem progressivamente :
ao apego,
ao devir,
ao nascimento,
à velhice e à morte.
Ver também :
017_CAUSALITE
Yama
A Roda é geralmente segurada por Yama.
Ele simboliza :
— a impermanência ;
— o tempo ;
— a morte.
Mesmo os mundos celestiais permanecem sujeitos à mudança.
O Buddha fora da Roda
Fora da Roda, frequentemente aparece o Buddha.
Ele aponta para a lua.
A lua simboliza :
— o Despertar ;
— a libertação ;
— o Nirvāṇa.
A mensagem é clara :
existe uma saída do ciclo.
Compreensão segundo as tradições
THERAVĀDA
A Roda ilustra os mecanismos do Saṃsāra e da causalidade.
MAHĀYĀNA
Ela se torna uma ferramenta pedagógica para desenvolver sabedoria e compaixão.
VAJRAYĀNA
Ela ocupa um lugar importante na iconografia e no ensinamento tibetanos.
Imagens e símbolos associados
LE BHAVACAKRA
Imagem completa da existência condicionada.
A LUA
Símbolo da libertação.
LE BUDDHA
Guia para o Despertar.
OS TRÊS ANIMAIS
Ignorância, apego e aversão.
Conceitos associados
006_DUKKHA
009_KARMA
010_SAMSARA
017_CAUSALITE
019NOBRE CAMINHO
051_VACUITE
052_INTERDEPENDENCIA
Citação
« Como uma roda segue os passos do boi que puxa a carroça, as consequências seguem as ações. »
— Inspirado no Dhammapada
Buddhachannel — Uma prática simples
Hoje, observe um comportamento que se repete na sua vida.
Uma reação.
Um hábito.
Um medo.
Uma expectativa.
Depois pergunte-se :
« O que ainda alimenta esta roda ? »
Talvez descubra que uma simples mudança de atitude já pode abrandar o seu movimento.
A Roda da Existência ensina-nos que cada instante contém também a possibilidade de um novo começo.
Palavras-chave
Bhavacakra • Roda da Existência • Saṃsāra • Karma • Causalidade • Renascimento • Três Venenos • Despertar • Nirvāṇa • Budismo
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